O que é empréstimos Peer to Peer e como funciona?

Empréstimos P2P essa sigla vem do inglês peer to peer e poderia ser traduzida como empréstimos ponto a ponto.

Esses empréstimos eles são facilitados pelas plataformas p2p que são um tipo fintech de crédito.

E como as Fintchs funcionam?

De um lado nós temos os investidores que geralmente são pessoas físicas e tem dinheiro pra investir esse dinheiro vai então para o tomador de empréstimo que podem ser empresas ou pessoas físicas.

Atualmente há mais empresas interessadas nesse tipo de empréstimo do que pessoa física aqui no Brasil.

E no meio fazendo esse meio de campo entre investidor e tomador de empréstimo nós temos as plataformas P2P que são um serviço online ou seja tudo é feito através da internet envio de documentação, transferência e etc.

Mas atualmente essas plataformas P2P elas estão atuado em parceria com uma instituição financeira a um banco com uma financeira etc.

Isso por conta da regulação no sistema bancário brasileiro que exige que tenha uma instituição financeira dando aquele carimbo a essas operações de empréstimo.

Nós vamos ver mais adiante que já existe uma nova regulamentação permitindo que a plataforma P2P seja uma instituição financeira e a partir daí não precise mais dese carimbo dessa parceria.

Então o que acontece na verdade é que o dinheiro dos investidores passa pela conta da instituição financeira e chega ao tomador de empréstimo

Então a instituição financeira ela se interpõe a esse investidor e tomador de empréstimo.

O tomador de empréstimo ele tem uma relação contratual com a instituição financeira já a relação com investidores é através de títulos como o RDB, CDB ou então a CCB a cédula de crédito bancário.

O que acontece depois é que o tomador de empréstimo vai pagar o empréstimo à instituição financeira repassa esse repagamento para os investidores.

O importante aqui é que se o tomador de empréstimo não pagar e der um calote o investidor também não vai receber então o risco de crédito é do investidor e não da instituição financeira.

É por isso que as taxas de rentabilidade dos investidores são altas, pois há essa possibilidade do tomador não pagar o empréstimo.

Este link que faz com que o calote do tomador de empréstimo se reflita na rentabilidade do CDB ele é feito através da OAV operação ativo vinculada que vai vincular a rentabilidade do CDB ao repagamento daquele empréstimo.

Veja então que é uma engenharia financeira jurídica bem complexa exatamente por isso que surgiu essa nova regulamentação que nós vamos ver mais adiante.

Ainda nesse caso do tomador de empréstimo não repagar a plataforma P2P vai ajudar na cobrança desses empréstimos se ela conseguir cobrar beleza investidor recebe o dinheiro se ela não conseguir cobrar ele fica no prejuízo.

Portanto pra acabar com essa engenharia financeira jurídica complexa veio a resolução do CMN 46.56 de abril de 2018.

No entanto essa resolução que cria dois novos tipos de instituições financeiras SCD Sociedade de crédito direto e a SEP Sociedade de empréstimos entre pessoas.

Esses dois tipos são justamente as fintechs de crédito e a SEP é o que a gente acabou de ver são as plataformas P2P.

Então com essa nova regulamentação à SEP vira uma instituição financeira e ela pode fazer aquele meio de campo entre devedor e investidor sem a necessidade de uma instituição financeira.

Então isso vai simplificar o negócio das plataformas P2P como essa resolução é muito recente nós ainda não temos nenhuma plataforma P2P operando como certo. mas já temos algumas SCDS com autorização do Banco central para operar.

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Sobre o Autor

Valdomiro
Valdomiro

Um investidor apaixonado pelo Mercado Financeiro e por tecnologia, day trade e vivo acompanhando o mercado das das criptomoedas e administrador do blog Fórum do Riquinho.

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